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Alerta de privacidade: Apple guarda dados de conversas do iMessage

Postado em 24/10/2016

Alerta de privacidade: Apple guarda dados de conversas do iMessage

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Se você é usuário Apple, já usou o iMessage, o programa para troca de mensagens da empresa. Até agora, a impressão dos usuários é que o sistema era bastante seguro.

Ocorre que, de acordo com um documento obtido pelo portal The Intercept, a Apple armazena em seu servidor os metadados da conversa, ou seja, informações sobre quem são os usuários envolvidos na troca de mensagens, bem como o endereço IP dos aparelhos e o horário em que os envios aconteceram de maneira pouco segura.

Ou seja, ainda que não se torne possível resgatar o conteúdo da conversa, quem falou, quando e de onde seria, em teoria, é fácil de fazê-lo.

Não para por aí. É possível, ainda, saber se o destinatário está usando um aparelho da Apple ou não. Se os dois envolvidos estão se comunicando por um dispositivo iOS, a mensagem é criptografada e encaminhada por meio do iMessage, representado pelo balão azul.

De outra forma, se o destinatário não usa um dispositivo da Apple, a mensagem é encaminhada como um SMS padrão, sinalizada pelo balão verde, sem criptografia.

Informações violam a privacidade dos usuários

Com base nesses registros, quem acessa o banco de dados do servidor da Apple consegue ter acesso a informações sensíveis dos usuários, como a localização. Ainda que o endereço IP não seja tão preciso quanto um GPS, ele identifica a região aproximada do usuário.

Em sua defesa, a Apple afirma que esses metadados são eliminados a cada 30 dias. E é aqui que fica o alerta de privacidade: só que esse período não impede que mandados judiciais façam uso desses registros. No caso, as autoridades podem se aproveitar dessas informações para rastrear suspeitos de um crime, por exemplo. Assim, poderão saber a localização aproximada do usuário e com quais números ele entra em contato com frequência.

Apple versus privacidade

Tradicionalmente, a Apple posiciona-se como uma defensora da privacidade dos seus usuários. Recentemente, a empresa negou-se a descriptografar um iPhone que o FBI acreditava ser de um terrorista. A decisão gerou uma discussão mundial sobre o tema. Depois de relutar bastante sob o pretexto de não quebrar sua política de privacidade, a Apple acabou colaborando com as autoridades.