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Bateria do smartphone pode ser usada para espionar você

Postado em 13/10/2016

Bateria do smartphone pode ser usada para espionar você

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Não dá para dizer que quem usa smartphones tem vida tranquila quando o assunto é segurança. Os cookies, passando por aplicativos que exigem permissões absurdas e, claro, os malwares, já deixam a vida móvel de muita gente em risco. Mas essa lista ganhou mais um item: a bateria do seu aparelho.

A descoberta foi feita por uma equipe de pesquisa da Universidade de Princeton, nos Estados Unidos. Uma série de sites está conseguindo identificar e seguir usuários aproveitando-se da bateria dos aparelhos.

Como funciona

É o seguinte. O padrão HTML5 tem uma tecnologia que permite informar aos sites quanta bateria sobrou no aparelho dos usuários que acessam o site, chamada Battery Status API. A ideia é ótima: com a tecnologia, os donos de site podem encontrar maneiras de diminuir o consumo de energia ou, melhor ainda, criar versões específicas do site, menores, para quem está com apenas 10% na bateria.

Ocorre que, como é comum na internet, algo positivo é descoberto por criminosos digitais, que passam a explorá-lo da pior maneira possível. Os pesquisadores descobriram que, desde o fim de 2015, criminosos digitais estão usando esse API para rastrear, monitorar e seguir usuários.

As informações coletadas podem ser vendidas para empresas espiãs, uma vez que, segundo o estudo, quando a bateria está fraca, o usuário fica mais propenso a tomar decisões que não tomaria em outros momentos. Isso inclui, por exemplo, concordar em pagar mais caro por alguns serviços.

Não é difícil entender o que os pesquisadores sugerem, basta pegarmos o exemplo do aplicativo de transporte privado Uber. O próprio chefe de pesquisa econômica do Uber, Keth Chein, já veio a público dizer que a empresa monitora o nível de bateria de seus dispositivos móveis e que, quando a carga da bateria está crítica, o usuário fica mais desesperado para chamar um carro e propenso a pagar um valor mais elevado. No entanto, o diretor garante que o aplicativo não usa essa informação para aumentar as tarifas nesses momentos. Será?