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Cibercrime: o que fazer quando a vítima é você

Postado em 05/06/2013

Cibercrime: o que fazer quando a vítima é você

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Pense como a atriz Carolina Dieckmann se sentiu naquela sexta-feira, 4 de maio de 2012, quando as suas fotos íntimas caíram nas redes sem sua autorização. Isso pode parecer algo que só acontece os famosos, mas qualquer pessoa que tenha uma conta de e-mail, esteja em uma rede social ou faça compras pela internet pode ser vítima de crimes na rede.

A cada dia, 1,5 milhão de pessoas são vítimas de crimes virtuais pelo mundo. E, mesmo que você não tenha imagens comprometedoras em seu computador, tablet ou smartphone, certamente possui informações que podem ser roubadas, como números de documentos e dados bancários.

Como lidar

Eles estão por toda parte: programas maliciosos (cavalos de troia, worms, spywares) e golpes virtuais (phishing, pharming, fraudes). Ao perceber algo estranho em sua máquina, a primeira coisa a fazer é desconectá-la da internet. Se o dispositivo for pessoal, entre em contato com o seu provedor. Se for no trabalho, alerte o departamento de Tecnologia da Informação (TI).

Antes de dar início a um processo de limpeza, faça um backup de seus arquivos mais importantes, para que eles não se percam. Depois disso, você deve realizar uma varredura no sistema e instalar um bom antivírus (o UOL Antivírus oferece proteção completa para o seu computador).

O próximo passo é mudar senhas de e-mail e das redes sociais, de preferência mesclando letras e números pouco óbvios. Escreva ainda a seus amigos perguntando se eles receberam alguma mensagem falsa em seu nome e alertando para que nunca cliquem em links desconhecidos, não preencham cadastros suspeitos e mantenham aplicativos sempre atualizados no computador e celular.

Se houve estelionato ou roubo de senhas bancárias, entre em contato imediatamente com a instituição responsável (banco ou administradora de cartão). Siga as instruções de mudar a senha, cancelar o cartão ou bloquear sua conta, se for necessário.

É sempre bom lembrar que você não deve utilizar computadores públicos para fazer compras ou transações financeiras, mesmo no modo anônimo.

Caso de polícia

Em todos os casos, é de extrema importância registrar um boletim de ocorrência, para que a denúncia seja apurada. Além de ajudar a prevenir ações do tipo no futuro, você tem mais chances de ser ressarcido. Mesmo que no Brasil haja poucas delegacias de polícia especializadas em crimes eletrônicos, qualquer DP é obrigada a atender os casos ou reencaminhá-los aos postos apropriados.

Em abril deste ano, entrou em vigor no Brasil a lei 12.737, apelidada de Lei Carolina Dieckmann, aprovada em caráter emergencial em dezembro de 2012. O texto garante que criminosos que invadirem dispositivos eletrônicos, violarem senhas ou obtiverem dados privados e comerciais sem o consentimento do proprietário sejam punidos com penas de até dois anos de prisão, além de multa.

Apesar de a lei representar um grande avanço - é a primeira do Código Penal Brasileiro a tratar especificamente de crimes na internet -, não é perfeita. É importante ressaltar que ela só vale para casos de violação de eletrônicos protegidos por algum tipo de sistema de segurança. Ou seja, se o dispositivo invadido não tiver senha, por exemplo, o responsável pelo crime pode não ser considerado culpado.

Por isso é tão importante fazer o melhor uso das senhas e adquirir um antivírus completo e de confiança: a prevenção é fundamental.