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Ciberguerra: entenda essa ameaça

Postado em 01/08/2013

Ciberguerra: entenda essa ameaça

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No último dia 15 de julho, um alto representante das Nações Unidas alertou o mundo para a ameaça da ciberguerra – que, segundo ele, já está em curso e é muito real. O secretário-geral da União Internacional das Telecomunicações da ONU, Hamadoun Touré, fez um apelo para que a comunidade internacional busque prevenir os mais diversos tipos de ataque virtual.

"Como na guerra convencional, na guerra cibernética não há vencedores, apenas destruição", destacou Touré, acrescentando que a ciberguerra pode causar enormes perdas financeiras e mesmo um caos social. Como os ataques virtuais podem ser desencadeados a baixo custo, não é possível prever qual ator é mais poderoso. Nesse caso, não há superpotências.

Guerra silenciosa

Se a década de 1990 foi marcada por vândalos cibernéticos e os anos 2000 por criminosos virtuais, entramos em 2010 na década da ciberguerra – cujos participantes são terroristas e os próprios governos. Esses ataques se tornaram parte central do planejamento estratégico de vários países do mundo, a ponto de criarem uma unidade de inteligência militar especializada.

Quando o campo de batalha é virtual, não há disparos nem mortes, mas as perdas materiais e os efeitos políticos de um ataque cibernético podem ter a mesma proporção de um ataque real. Suas razões estão ligadas a alguma situação de conflito, político-ideológico, financeiro ou religioso. Seu objetivo é derrubar o “inimigo”, retirando do ar serviços importantes por meio da internet.

Como ocorre

Os ataques podem ser planejados e executados via “botnet” (rede de computadores zumbis), possibilitando uma execução remota. Os alvos mais prováveis são infraestruturas, públicas ou privadas, como sistemas bancários, redes elétricas, refinarias, tubulações de petróleo e gás, serviços de água e esgoto ou sistemas de telecomunicações.

Ataques cibernéticos a companhias petrolíferas, por exemplo, podem gerar perda de produção, de emprego e elevação do preço do combustível. O chefe da inteligência militar de Israel, Amos Yadlin, disse, em 2010, que a utilização de computadores para a espionagem é uma prática tão importante para as guerras atuais quanto era o apoio aéreo durante os conflitos do século 20.

A ciberguerra ainda parece uma realidade distante? Então conheça dois malwares que, supostamente, foram criados com este propósito:

Stuxnet: O sofisticado malware teria causado a destruição de mais de 1.000 centrífugas de gás nas instalações do programa de enriquecimento do Irã, na cidade de Natanz. Há suspeitas de que ele foi criado pelo governo dos Estados Unidos em parceria com o de Israel, como parte de uma operação conjunta chamada de Jogos Olímpicos. O Stuxnet foi descoberto em junho de 2010, mas pesquisadores acreditam que a primeira variante do malware seria de junho de 2009.

Flame: O supervírus foi descoberto em maio de 2012, durante uma investigação sobre uma série de incidentes com perdas de dados ocorrida no Ministério do Petróleo do Irã. Foi encontrada uma conexão entre o Flame e o Stuxnet, que tinham códigos em comum. Pesquisadores acreditam que o Flame foi criado na primeira metade de 2008 pela mesma parceria Israel-EUA, mas essa operação teria sido realizada sem o conhecimento dos EUA.