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Vingança: EUA propõem lei que permite vítimas invadirem computadores de criminosos digitais

Postado em 27/12/2017

Vingança: EUA propõem lei que permite vítimas invadirem computadores de criminosos digitais

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A onda de ataques virtuais chegou a um nível tão alto que autoridades gastam um bom tempo tentando encontrar soluções para esse problema.

Dois membros da Câmara dos Deputados dos EUA apresentaram um projeto de lei de vingança cibernética. Como o próprio nome sugere, o novo projeto permite que as vítimas de crimes virtuais invadam os computadores dos criminosos que lhes causaram transtorno.

Trata-se da primeira tentativa de alterar a Lei de Fraude e Abuso de Computadores, que entrou em vigor em 1986, para autorizar ataques virtuais de retaliação contra criminosos digitais. De forma resumida, o projeto de lei permite que as organizações invadidas não apenas identifiquem o autor do crime, como também invadam seu sistema e destruam os dados roubados.

Limitações do projeto de lei

Grupos de especialistas em segurança digital criticaram parte do projeto de lei, apontando que departamentos de TI de empresas e usuários finais entrariam em modo vigilante completo, o que poderia causar danos colaterais maciços. Para evitar esse tipo de situação, o projeto de lei contém algumas limitações.

A princípio, a legislação só permite a invasão de computadores em solo norte-americano. Isso limita instantaneamente a sua utilidade. Por exemplo, um criminoso que utiliza um servidor de outro país, mesmo estando nos Estados Unidos, não pode sofrer retaliação por parte da vítima.

Vale frisar que o projeto de lei destaca que as empresas também são financeiramente responsáveis por qualquer dano que possam causar aos computadores de usuários inocentes. Esse dispositivo da lei faz a empresa pensar duas vezes antes de colocar o ataque de vingança em prática.

Por fim, antes de fazer um ataque de vingança, é preciso informar o Grupo de Trabalho Conjunto de Investigação Cibernética Nacional do FBI para garantir que as fronteiras nacionais sejam respeitadas e que qualquer ação não interfira com uma investigação em andamento.

Se aprovada, essa lei vai dar certo?