Dicas e Curiosidades

ver todos

Facebook lança nova ferramenta para combater pornografia de vingança

Postado em 24/04/2017

Facebook lança nova ferramenta para combater pornografia de vingança

469.000
novas ameaças são encontradas
por semana na internet.

Se você quer uma
navegação segura e total
proteção
para seus dados
garanta a proteção do
UOL Antivírus

baixar agora

Em uma tentativa de acabar ou, pelo menos, diminuir a pornografia de vingança na internet, o Facebook lança um recurso que impede que imagens denunciadas como “vingança pornô” sejam compartilhadas na plataforma. A ferramenta também está presente no Instagram e no Facebook Messenger desde o começo de abril.

Agora, na hora de denunciar um conteúdo na rede social, os usuários poderão colocar a opção “prática de vingança pornô” como justificativa da denúncia. Aí, quando fotos íntimas divulgadas sem o consentimento da vítima forem denunciadas e apagadas, a nova ferramenta do Facebook utilizará a tecnologia de correspondência de fotos para impedir que cópias sejam compartilhadas novamente na rede.

Caso um usuário tente espalhar nas redes sociais uma foto que já foi denunciada como “prática de vingança pornô”, ele receberá um aviso da plataforma explicando que aquela imagem viola a política do site e, sendo assim, a publicação não será concluída.

Aqui, vale lembrar que o Facebook chegou a ser processado nos Estados Unidos e em outros países por vítimas de pornografia de vingança. Elas alegavam que a empresa deveria fazer mais para dificultar a prática dentro da plataforma.

Com esse novo recurso, o Facebook passa a atender às reclamações das vítimas. A empresa afirmou que pode, inclusive, desativar as contas de usuários que praticarem a pornografia de vingança.

O perigo da pornografia de vingança

Um estudo do Center for Innovative Public Health Research aponta que 4% dos usuários de internet dos Estados Unidos – ou 10,4 milhões de pessoas – já sofreram com a prática de pornografia de vingança. No Brasil, os números também assustam. Dos pedidos de orientação psicológica que a ONG SaferNet Brasil recebe, cerca de 20% são referentes à exposição de fotos íntimas. Em sua maioria (53%), as vítimas são mulheres de até 25 anos.

De acordo com a Iniciativa de Direitos Civis, 82% das vítimas relatam um prejuízo significativo na sua vida social e profissional. Isso acontece porque, além de divulgar fotos e vídeos íntimos, os agressores chegam a publicar informações pessoais da vítima, como nome completo, telefone e perfil das redes sociais.

Faça sua parte

Quanto mais recursos que dificultam a divulgação de fotos íntimas sem o consentimento da vítima, melhor. Mas você também precisa fazer a sua parte para não ser vítima desse crime.

Não armazene esse tipo de conteúdo em seu aparelho. E saiba que, mesmo salvando seus arquivos na nuvem, ainda existe o risco de algum criminoso digital conseguir acessá-los remotamente. Por isso, todo cuidado é pouco.