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Gooligan: o vírus que já infectou mais
de 1 milhão de celulares Android

Postado em 30/01/2017

Gooligan: o vírus que já infectou mais de 1 milhão de celulares Android

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Apelidado de Gooligan pela empresa de segurança digital Checkpoint, responsável pela descoberta desta praga, o vírus já comprometeu, ao menos, 1 milhão de aparelhos Android em todo o mundo até o começo de dezembro de 2016. A taxa de infecção chega a ser de 13 mil dispositivos por dia.

Quando instalado no aparelho, o vírus consegue roubar os dados da conta Google da vítima e, assim, acessar os mais variados serviços, como Gmail, Google Fotos, Google Docs, Google Play, etc. Assim, os atacantes conseguem baixar outros aplicativos maliciosos e inserir um monte de anúncios para gerar receita. Quanto ao desempenho do aparelho, o Gooligan prejudica a durabilidade da bateria e trava alguns aplicativos.

Por enquanto, o Gooligan atingiu, praticamente, apenas vítimas na Ásia, mas isso não significa que o ataque não vai migrar para outros mercados. Pelo contrário. Quando os cibercriminosos desenvolvem um novo vírus, normalmente, realizam testes na Ásia antes de agir em mercados mais maduros, como Estados Unidos, Europa ou mesmo o Brasil.

Segundo a Checkpoint, os aparelhos que usam as versões do Android Jelly Bean, KitKat e Lollipop são os mais vulneráveis ao ataque. Na prática, isso quer dizer que 74% dos dispositivos, atualmente, correm o perigo de ser infectados pelo vírus.

Propagação do vírus

Há duas maneiras comuns para o Gooligan infectar o aparelho. A primeira é quando os criminosos digitais desenvolvem sites maliciosos e enviam mensagens de phishing por SMS ou e-mail para as vítimas incentivando-as a entrar nessas páginas falsas.

Outra maneira é pela distribuição do malware em aplicativos não oficiais. O golpe pega muita gente, dessa maneira, porque essas lojas falsas oferecem versões gratuitas de aplicativos pagos na Google Play.

Aqui, vale lembrar que a segurança dessas lojas de terceiros nem sempre é confiável e os aplicativos que elas oferecem poucas vezes chegam a ser verificados.

O que fazer com um aparelho infectado?

Em primeiro lugar, recomenda-se nunca baixar aplicativos fora da loja oficial do Android, uma vez que o Google faz uma verificação de segurança nos aplicativos disponíveis na loja.

Para não cair em ataques de phishing, é fundamental que você tenha um antivírus instalado em seu smartphone e tablet. O UOL Segurança Digital, por exemplo, identifica se um link é malicioso antes mesmo de você clicar nele.

Agora, se o seu aparelho já foi comprometido pelo malware, a melhor alternativa é formatar seu Android para deixá-lo com as configurações de fábrica novamente. Só não esqueça de fazer o backup para não perder nenhum dado, hein!

Por fim, não basta remover o Gooligan do seu aparelho se o criminoso digital tem as credenciais da sua conta. Portanto, é preciso também alterar suas senhas dos serviços do Google.