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"Internet das coisas": uma tendência interessante (e perigosa)

Postado em 8/08/2014

'Internet das coisas': uma tendência interessante (e perigosa)

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Você já ouviu falar na "internet das coisas"? O nome diz tudo. É a tendência mais recente de tecnologia que envolve todos os aparelhos da sua casa, por exemplo, estarem conectados à internet. E todos mesmo. Da geladeira à fechadura da porta, do smartphone e televisão até o seu relógio ou interruptor de luz.

Isso já é realidade. De acordo com a fabricante Ericsson, eram, em 2010, 6,8 bilhões de pessoas e 12,5 bilhões de equipamentos conectados à internet, uma relação de 1,8 equipamento por pessoa. E esses números vão se multiplicar em 2020: serão 6,6 dispositivos conectados por pessoa, ou 50 bilhões de equipamentos para 7,6 bilhões de pessoas.

Além de todas as possibilidades muito bacanas que essa tecnologia promete, e são várias, especialistas em segurança estão alertando para um possível problema da “Internet das coisas”. Basicamente, é a capacidade dos aparelhos se conectarem à internet sem o comando do usuário.

E é aí que o perigo se esconde. À medida que mais aparelhos com acesso à internet entram em casa para facilitar nossas vidas, ficamos, por outro lado, mais vulneráveis aos ataques cibernéticos, inclusive de invasão à nossa privacidade.

Conheça, abaixo, outros casos e números assustadores da "Internet das coisas" e saiba a dificuldade de conter ataques contra esses dispositivos:

Sua vida monitorada

Não é segredo para ninguém que qualquer empresa quer colher o máximo de informações dos seus consumidores para lançar produtos que agradem mais e poder vender cada vez mais. O problema acontece quando as fabricantes pegam as informações sem a permissão dos usuários. Em outras palavras, quando elas invadem a privacidade alheia.

Com a internet vindo de fábrica, essa missão fica muito mais fácil. Foi divulgado, recentemente, que uma famosa fabricante mundial (o nome não foi revelado) produzia smartTVs com um sistema que monitorava todas as ações do consumidor (emissoras favoritas, programas assistidos e sites acessados).

E olha que isso só é um dos muitos casos. A situação piora no momento em que o governo norte-americano e agências de segurança nacional pagam as fabricantes para ter acesso a essas informações, prática mais conhecida como espionagem.

Números assustadores

Um teste prático envolvendo 10 dispositivos diferentes feito pela HP mostra que existem, em média, 25 vulnerabilidades por aparelho. As mais preocupantes são questões de privacidade, falta de criptografia e autorização insuficiente. Para se ter uma ideia, 80% dos aparelhos testados enviava dados de consumo e informações pessoais do usuário, como endereço de e-mail, data de nascimento, estado de saúde e números dos cartões de crédito.

Adiante, mais da metade dos dispositivos não possuíam um sistema de criptografia seguro e também não exigiam senhas complexas, facilitando a vida de um invasor.

Por que tão inseguro

Quase ninguém se deu conta de que existe a possibilidade de invadir e extrair dados pessoais a partir de qualquer dispositivo com acesso à internet. Os programas de segurança oferecidos são exclusivos para computadores ou smartphones. E, por fim, o consumidor final pouco sabe dos riscos ao seu redor.

Como você pode ver, no momento, não dá muito para fugir desse problema. Mas, antes de sair comprando uma geladeira com acesso à internet, responda a seguinte pergunta: você realmente precisa desse aparelho ou só vai comprar por ser uma novidade?