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Milhões de carros da Volkswagen podem ser destravados remotamente

Postado em 03/10/2016

Milhões de carros da Volkswagen podem ser destravados remotamente

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Você acha que seu carro está seguro só porque está guardado em um estacionamento coberto? É melhor pensar duas vezes, ainda mais se o seu veículo for da Volkswagen. E a culpa é da internet.

De acordo com especialistas em segurança da computação da Universidade de Birmingham, na Inglaterra, os carros da montadora alemã apresentam uma vulnerabilidade que permite que hackers clonem as chaves.

A partir dessa clonagem, os invasores conseguem destravar e dar partida em milhões de veículos da marca, remotamente. Eles afirmam que essa brecha está presente em todos os automóveis fabricados desde 1995, ou seja, em torno de 100 milhões de carros.

Trata-se, então, de uma falha na segurança no sistema de chaves. Tanto é que o único modelo imune a esse ataque é o VW Golf 7, uma vez que ele usa uma tecnologia diferente nas chaves.

Embora alguns modelos da Audi, Mitsubishi, Nissan, Fiat, Citroën, Ford e Peugeot também estejam sujeitos ao ataque, a situação piora para a Volkswagen, uma vez que milhões de carros da montadora compartilham do mesmo tipo de chave.

Existem duas formas distintas de controlar os veículos a distância. Veja, a seguir, detalhes de cada um desses ataques:

1° ataque

Utilizando um receptor de rádio barato (em torno de 40 dólares), é possível interceptar os sinais da chave do automóvel. Com esses sinais captados, os invasores conseguem clonar a chave. Isso significa que basta um hacker qualificado descobrir esse código para assumir o comando de milhões de carros da Volkswagen, já que eles utilizam o mesmo código.

Embora o custo seja relativamente baixo, desenvolver o sistema de invasão exige muito conhecimento.

2° ataque

A alternativa está no uso de um esquema antigo criptográfico chamado HiTag2, mas ainda muito utilizado em milhões de carros. Aqui, os invasores precisam, novamente, de um dispositivo de rádio para interceptar oito números do chaveiro do veículo.

Mesmo que a sequência de números mude a cada aperto no botão da chave, os pesquisadores afirmam que é possível quebrar a chave de criptografia em menos de um minuto por conta da falha no esquema de HiTag2.

A montadora foi notificada do problema e admitiu à rede britânica BBC que consertar o problema não vai ser fácil, já que, provavelmente, será necessário substituir milhões de chaves remotas. Mas disse, também, que a vulnerabilidade não é facilmente explorada.

De qualquer maneira, vale o alerta para os proprietários dos carros da marca. Fique atento quando estacionar seu automóvel.