Dicas e Curiosidades

ver todos

Monitoramento: governos e empresas de olho em seus dados

Postado em 01/08/2013

Monitoramento: governos e empresas de olho em seus dados

469.000
novas ameaças são encontradas
por semana na internet.

Se você quer uma
navegação segura e total
proteção
para seus dados
garanta a proteção do
UOL Antivírus

baixar agora

Em junho deste ano, um ex-funcionário terceirizado do serviço de inteligência americana, chamado Edward Snowden, revelou que o governo dos Estados Unidos espiona secretamente as comunicações via telefone e computador de milhares de pessoas, dentro e fora do país. As denúncias provocaram indignação internacional, e a Agência de Segurança Nacional (NSA), inclusive, avalia mudar suas políticas.

O monitoramento de contatos eletrônicos e telefônicos por governos e empresas não é algo novo, mas seu crescente uso parece exigir a definição de normas claras de comportamento dos países em relação à privacidade da comunicação de cidadãos e a preservação da soberania de estados. Muitos já defendem até a elaboração de uma espécie de tratado de paz cibernético.

Como tudo começou

A NSA, que cuida de assuntos de inteligência nos EUA, foi criada alguns anos após o fim da Segunda Guerra Mundial. Sua atuação estava enfraquecida desde o fim da Guerra Fria, mas isso mudou com os atentados em 11 de setembro de 2001, quando o país passou a monitorar, de forma mais atenta, atividades com potencial terrorista.

Hoje, a agência conta com mais de 37 mil funcionários civis e militares, além de investimentos bilionários em um novo e gigantesco quartel-general. As autoridades insistem em que o único objetivo do órgão é impedir atentados terroristas e que o sistema usado – o XKeyscore, que coleta sinais de inteligência estrangeira em ações típicas na web – é totalmente legal.

O papel das empresas

Com fins comerciais, Google, Facebook, Microsoft, Apple e outras empresas reúnem diversas informações sobre seus usuários. Por serem capazes de rastrear os hábitos, as preferências e o comportamento de milhares de pessoas, podendo até influenciá-las, governos passaram a pedir sua ajuda como colaboradores para ter acesso a dados que deveriam ser confidenciais.

Antes mesmo das denúncias de Snowden, foi divulgada, pela imprensa, uma ordem da NSA que obrigava a operadora americana Verizon a entregar dados sobre as ligações via celular entre abril e julho de 2013: quem fez e recebeu as chamadas, a duração, a data e até mesmo sua localização por GPS. Companhias de cartões de crédito também teriam cedido informações à NSA.

E o Brasil, foi afetado?

Há acusações de que brasileiros também foram vítimas da espionagem da NSA. O embaixador dos EUA no Brasil, Thomas Shannon, negou que seu governo tenha coletado dados no país e afirmou que não houve cooperação de empresas brasileiras com o serviço secreto americano. Nesta semana, autoridades do Brasil e dos Estados Unidos se reunirão para discutir o assunto.

Desde o escândalo, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) investiga se houve falhas na operação das empresas de telecomunicações ou violação na comunicação entre cidadãos brasileiros. Aqui, a quebra de sigilo só é autorizada por decisão judicial fundamentada e que demonstre indícios de que determinado cidadão é o possível autor de algum crime.