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Saiba tudo sobre o ransomware, a praga que sequestra os seus dados

Postado em 03/10/2016

Saiba tudo sobre o ransomware, a praga que sequestra os seus dados

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Quando os bandidos sequestram uma pessoa, eles exigem da família da vítima um alto valor pelo resgate. É um crime horrível.

Tem uma versão do sequestro no mundo virtual, o ransomware, em que uma praga sequestra seus dados e eles só são devolvidos após o pagamento do resgate. Não é difícil entender o motivo pelo qual os criminosos usam essa praga – ela funciona. Quem não estaria disposto a pagar se, de uma hora para a outra, o seu computador ou smartphone estivesse completamente bloqueado ou, pior, com arquivos críticos nas mãos de criminosos?

Só que, se você está achando que esse tipo de coisa só acontece com quem tem muito dinheiro, está muito enganado. Tem muita gente recebendo uma singela mensagem WhatsApp. Ela exige 200 dólares que devem ser pagos em até 24 horas a um desconhecido. Caso contrário, você nunca mais terá acesso aos dados do seu celular. Em linhas gerais, é desse jeito que o ransomware age.

Trata-se de uma ameaça recente que começou a prejudicar os usuários de computadores em 2013 com o vírus Cryptolocker. Mas isso foi só o início. Em seguida, surgiram outras modalidades de ransomware, como o CryptoWall que, sozinho, foi responsável por causar o prejuízo de 1 bilhão de reais às vítimas em 2015 – segundo levantamento da Cyber Threat Alliance, empresa de segurança digital.

Por ser uma atividade que rende dinheiro rápido aos criminosos, o ransomware tem crescido de forma assustadora nos últimos anos. Para se ter uma ideia, a Kaspersky Lab identificou quase 3 mil variantes de ransomware só no primeiro trimestre deste ano. Quanto ao número de vítimas, houve um aumento de 30% em relação ao mesmo período do ano anterior, totalizando 372 mil usuários atacados, sendo que 64 mil foram empresas.

Como o ransomware ataca sua máquina?

Para instalar o ransomware nas máquinas dos usuários, os criminosos espalham links maliciosos por e-mails e nas redes sociais (mais da metade vem por e-mail, ou 59%, segundo pesquisa da Osterman Research).

Depois de instalado, o criminoso passa a ter acesso ao dispositivo da vítima e deixa uma mensagem na tela para o usuário. Normalmente, ele pede de 100 dólares a 1 mil dólares de resgate para poder desbloquear a máquina. Para completar, o invasor coloca um prazo de 24 horas para pressionar ainda mais a vítima e, assim, conseguir o dinheiro de forma fácil e rápida. Em linhas gerais, o pagamento ocorre por meio de bitcoins, que são moedas virtuais muito usadas pelos criminosos digitais.

Empresas de segurança online e até o FBI pedem que as vítimas não paguem o resgate para não incentivar ainda mais essa prática criminosa. Além disso, o pagamento não garante que seus arquivos serão recuperados.

Ficou preocupado? Então, é melhor se prevenir. Para não cair nessa, evite clicar em links e fazer download em mensagens de pessoas desconhecidas. Faça sempre um backup regular para manter uma cópia de seus arquivos mais importantes.

Para reforçar ainda mais a sua proteção, conheça os planos de antivírus do UOL Segurança Digital, uma vez que o programa de segurança identifica links maliciosos antes mesmo de você clicar neles.