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Symantec: o valor médio de resgates de ransomware mais do que triplicou

Postado em 24/05/2017

Symantec: o valor médio de resgates de ransomware mais do que triplicou

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Basicamente, o ataque de ransomware sequestra virtualmente os dados da vítima que, por sua vez, só consegue acessá-los novamente após o pagamento de um resgate. Como ninguém quer perder os dados armazenados no computador, muitas pessoas acabam enviando o dinheiro, normalmente em bitcoins, aos criminosos digitais.

Ao perceber a eficácia do ataque, os criminosos digitais passaram a exigir mais dinheiro para liberar os dados às vítimas. Para ser mais preciso, o valor médio de resgate de ransomware mais do que triplicou, saltando de 294 dólares, em 2015, para 1.077 dólares no ano passado – segundo dados da empresa de segurança digital Symantec.

Se antes os ataques eram direcionados exclusivamente a usuários finais e empresas de pequeno porte, hoje em dia grandes corporações e até mesmo hospitais do mundo inteiro sofrem com o ransomware. Isso ajuda a explicar, em parte, o crescimento do valor médio de resgates do sequestro de dados.

Números atualizados sobre ransomware

Mais ataques

Além do aumento do valor médio de resgate, a pesquisa da Symantec aponta para um avanço de 36% nas tentativas de infecções com ransomware em relação ao ano anterior.

Principal alvo: usuários finais

Apesar do recente ataque mundial cibernético com ransomware, os usuários finais são as maiores vítimas da praga, uma vez que eles não contam com sistemas de segurança e, assim, tornam-se mais vulneráveis. Para se ter uma ideia, os usuários finais representaram 69% das vítimas que foram infectadas com ransomware.

Países mais infectados

Os Estados Unidos são o país mais atingido pelo ataque de ransomware, concentrando 34% dos casos. Na sequência, aparecem Japão (9%), Itália (7%), Canadá e Índia (ambos com 4%).

Em nível mundial, o Brasil, felizmente, não se destaca, ocupando apenas a 22a colocação. No entanto, o país lidera os casos de ransomware na América Latina. Em média, acontecem 72 ataques do tipo diariamente no país.

Qual é o procedimento do ataque

Para o ransomware ser instalado no computador da vítima, os criminosos digitais usam a mesma tática de tantos outros golpes. Eles espalham falsos e-mails, supostamente de alguma autoridade local, falando que o usuário precisa pagar uma multa grave. Ao clicar no link ou baixar o anexo, a vítima acaba infectando sua máquina com a praga.

Pronto. Todos os dados do computador são criptografados de modo que o usuário só consiga visualizar e responder às mensagens do criminoso digital. Para acelerar o processo de pagamento do resgate, os criminosos digitais ameaçam as vítimas ao falar que apagarão todos os dados após determinado período.

Assim, 34% das pessoas que já sofreram com o ataque pagaram o resgate. Mas, mesmo assim, 53% desse grupo não conseguiu recuperar os dados, ou seja, perderam o dinheiro e seus arquivos.

Como se proteger

Em primeiro lugar, procure manter sempre sistema operacional, navegadores, softwares e aplicativos atualizados. Assim, você corrige eventuais vulnerabilidades dos recursos que usa no dia a dia.

Sabendo que muitos golpes repetem o mesmo procedimento, nunca abra, responda e baixe anexos de e-mails e mensagens de remetentes suspeitos nas redes sociais. A mesma cautela serve na hora de baixar softwares no computador e de fazer download de aplicativos no smartphone.

Mas não aposte 100% nos seus conhecimentos e habilidades. Lembre-se que centenas de grandes empresas que contam com uma qualificada equipe de TI foram vítimas de um poderoso ciberataque.

Nesse sentido, instale um programa antivírus completo e atualizado. O UOL Segurança Digital, por exemplo, detecta e elimina a presença de códigos maliciosos escondidos e alerta o usuário quando uma página web é perigosa.

Por fim, nunca é demais lembrar da importância de se fazer backup de seus arquivos, seja na nuvem ou em disco rígido externo. Dessa forma, mesmo que você se torne uma vítima de ransomware, ainda manterá uma cópia de todos os seus arquivos.